A Faculdades EST encerrou o minicurso online sobre a Declaração Teológica de Barmen, reunindo participantes de diferentes regiões do Brasil e promovendo uma reflexão crítica sobre os usos políticos da religião na atualidade. A atividade atraiu pessoas de várias regiões do país, como Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
“O curso ofereceu um mergulho profundo na história, nos conceitos fundamentais e nos personagens centrais que articularam a Declaração de Barmen”, salienta o responsável pela condução da atividade, doutor Helio Teixeira. O documento, que se tornou um marco da Igreja Confessante na Alemanha, de acordo com ele, foi a principal resposta teológica contra a tentativa do regime nazista de assimilar as igrejas protestantes e corromper o evangelho com a ideologia do nacional-socialismo.
Durante os encontros, Teixeira detalhou o contexto histórico e as limitações do documento, além de promover uma reflexão crítica sobre suas implicações diretas para o tempo presente. “O debate central girou em torno de como nacionalismos extremados da atualidade voltam a tentar cooptar a religião para fins estritamente políticos, frequentemente operando em oposição direta aos direitos humanos fundamentais”, frisa.
O proponente da atividade diz ainda que o estudo de Barmen lembra que a igreja não pode ser um anexo ideológico do Estado. “A diversidade geográfica e confessional das pessoas participantes enriqueceu os debates, permitindo a troca de percepções sobre como essas tensões entre política, religião e direitos humanos se manifestam em diferentes contextos regionais e denominacionais do Brasil”.