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Viagem de Estudos


Viagem de Estudos

Um grupo de 42 pessoas esteve em Israel, Jordânia e Roma, entre 11 e 24 de outubro, para uma viagem de estudos às terras bíblicas. A iniciativa foi fruto de uma parceria entre a Faculdades EST, o Seminário Brasileiro de Teologia (Rincão das Emas /DF), o Moriah International Center e a Universidade Hebraica de Jerusalém. Vários participantes são ou foram estudantes da EST, sobretudo do Mestrado Profissional e de Especializações Lato Sensu. De parte da EST acompanharam o grupo, como assessores, os professores Flávio Schmitt e Verner Hoefelmann, além do doutorando Tiago Samuel Lopes de Carvalho. Guias locais dos três países visitados complementaram o grupo de assessores.


Uma primeira viagem com esse formato aconteceu há quatro anos. Dessa vez, foram privilegiados sítios arqueológicos relacionados ao Novo Testamento na Judeia, Galileia e costa do Mediterrâneo, Jordânia e em Roma. Em Roma, já no caminho de volta ao Brasil, o grupo visitou o Panteão, transformado em Igreja, o Fórum Romano, o Coliseu e o complexo de catacumbas de São Calisto, que segundo estimativas abrigou cerca de meio milhão de sepulturas.


Localizadas em labirintos subterrâneos, as sepulturas foram construídas dessa forma para fugir ao alto peso dos impostos e devido ao excesso populacional da cidade. As catacumbas visitadas situam-se próximo à Via Ápia, uma das principais estradas da antiga Roma. Foram construídas a partir de meados do segundo século, tornando-se o cemitério oficial da Igreja de Roma. O complexo ocupa mais de quinze hectares e possui mais de vinte quilômetros de passagens subterrâneas. As sepulturas estão adornadas algumas vezes por afrescos e esculturas, constituindo uma importante fonte para a arte cristã antiga.


Em Israel e Palestina, o grupo visitou algumas fortalezas relacionadas à dinastia herodiana, que governou o território por mais de um século, durante o ministério de Jesus e das primeiras comunidades cristãs. Um dos sítios visitados foi a fortaleza de Massada, na margem ocidental do Mar Morto. Ali aconteceu o último episódio da primeira guerra judaica contra Roma, envolvendo um grupo de zelotes. A guerra culminou com a destruição de Jerusalém e do templo no ano 70, episódio que repercute em alguns textos do Novo Testamento.  Próximo a Belém, o grupo visitou a fortaleza de Herodeion, onde foi descoberto em 1987 o túmulo de Herodes Magno. Todos os membros da família herodiana são mencionados no Novo Testamento e exerceram algum papel em relação ao movimento de Jesus ou às comunidades cristãs das origens.


Com a orientação precisa e competente do guia local, David Kerpel, também Cesareia de Filipe, Cesareia Marítima Séforis, Cafarnaum, Monte das Bem-aventuranças, Corazim, Megido fizeram parte do roteiro. Novidade foi a visita ao sítio de Magdala, de onde procede Maria Madalena, personagem que desempenha papel importante no ministério de Jesus.


Igualmente interessante foi a visita à “Vila de Nazaré”. Ali foi reconstituída uma vila dos tempos bíblicos, com atores vestidos a rigor, interpretando cenas típicas do cotidiano: um pastor cuidando de ovelhas, um marceneiro trabalhando numa carpintaria, uma mulher tecendo fios de lã e fazendo tecidos num tear, um agricultor esmagando e prensando as azeitonas para a produção de azeite, uma casa da época (com cozinha e quarto), uma sinagoga, entre outras referencias da época.


Outro ponto importante da viagem foi uma visita do Museu do Livro, em Jerusalém, onde o grupo foi brindado com uma palestra do Dr. Adolfo Roitmann, curador dos famosos Manuscritos do Mar Morto, descobertos em cavernas próximas ao Mar Morto a partir de 1947. O sítio havia sido visitado anteriormente pelo grupo. No último dia em Israel, antes da passagem para a Jordânia, o grupo fez uma experiência prática de escavação em Tel Maresha, na encosta das montanhas da Judeia. Ali um grupo de arqueólogos norte-americanos lideram as escavações em cavernas, utilizadas como habitações pelos idumeus, forçados a converter-se ao judaísmo ou a abandonar a área em fins do segundo século antes de Cristo.


Na Jordânia o grupo visitou o sítio de Pella, na encosta do vale do Jordão, uma das cidades autônomas da Decápolis. Segundo o historiador Eusébio, os cristãos de Jerusalém se refugiaram nessa cidade para fugir dos conflitos da guerra judaica contra Roma entre 66 e 70. Outro sítio visitado no norte da Jordânia foi Jerash (a Gerasa bíblica), a cidade greco-romana melhor conservada no oriente. Também ela pertencia à Decápolis. Característica da cidade é a sua praça oval, com 7.200 m2, ladeada por 160 colunas jônicas, além de vários arcos e templos e ruas principais bem conservadas. No teatro romano do sítio se realiza anualmente o famoso Festival de Jerash, com várias atividades culturais e musicais do mundo árabe. A incursão na Jordânia culminou com a visita ao famoso sítio de Petra, capital dos nabateus, que nos tempos bíblicos controlavam o comércio entre a Índia, a Arábia e o Mediterrâneo. O acesso à cidade acontece através de um estreito desfiladeiro, cercado por montanhas de até 100 metros de altura, ao final do qual o visitante se depara com majestosos edifícios, com suas fachadas esculpidas em rocha.


Mesmo que o foco da viagem tenha sido a visita a sítios bíblicos, é impossível visitar as terras bíblicas sem defrontar-se com temas contemporâneos. As relações entre israelenses e palestinos foi tema de uma palestra no encerramento do período em Israel. A palestra foi conduzida pelo diretor do Moriah International Center, Ariel Horovitz. O tema voltou à tona durante a viagem à Jordânia, em longas conversas com Tarek, o guia local muçulmano, que nasceu no Kuwait, viveu 20 anos no Rio Grande do Sul e atualmente está radicado na Jordânia. Tarek possui amplo conhecimento do conflito na perspectiva dos palestinos, já que cerca de metade da população jordaniana são refugiados palestinos.


O diferencial dessa viagem em comparação às viagens turísticas é a sua dimensão acadêmica: seu propósito é sensibilizar os participantes a ler e interpretar os textos e temas bíblicos a partir de seu enraizamento geográfico, histórico, social e religioso. Além de leituras preparatórias, as exposições e reflexões no próprio local contribuíram, na opinião do grupo, para uma leitura contextualizada dos textos bíblicos, testemunhos da palavra que se fez carne e habitou entre nós.


As impressões dos participantes da viagem não deixam dúvidas quanto à superação das expectativas. A satisfação por participar da programação, ainda que intensa e cansativa, é motivação suficiente para iniciar o planejamento da próxima viagem, prevista para abril de 2019.


 


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