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Para se encantar com a música


Para se encantar com a música

Um instrumento misterioso, antigo, tradicional. Muitas pessoas que desejam aprender música fogem dele. Apesar de ser relativamente pequeno e discreto, seu som e a postura que ele cobra do musicista o fazem único. “Mas tocar violino não é mais difícil do que tocar outros instrumentos de corda”, afirma o professor Jorge Inda.

Aposentado da UFRGS e da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Jorge Inda leciona na Faculdades EST desde 2010. E o entusiasmo com o curso de violino é bonito. “É preciso que as pessoas voltem a se encantar com a música, especificamente de cordas. Retomamos o que é Vivaldi, Mozart, além da tradição de uma orquestra de cordas”, diz o professor, que faz parte do corpo docente do Curso Técnico em Música. O Curso Técnico forma profissionais com domínio amplo de determinados instrumentos, com competência para “ser músico”, além de possibilitar que o futuro técnico trabalhe em ONGs e outras instituições. “Além disso, o Curso de Violino possibilita uma capacitação para a prova específica em violino no vestibular da UFGRS”, ressalta o professor Jorge Inda.

O curso de violino acontece nas tardes de quinta-feira, no Prédio H, no campus da Faculdades EST. Mas essa não é a única atividade. “Na minha trajetória como professor sempre mesclo uma atividade didática, de formação, com a experiência da vida”, indica Prof. Jorge Inda. É o que o grupo faz aos sábados, quando cerca de dez pessoas se reúnem para fazer um conjunto, um concerto de cordas. “Queremos que esse grupo aumente, mas temos algumas dificuldades, precisamos de alguém que toque violoncelo, contrabaixo”, salienta. Num primeiro momento, é realizado um trabalho de escala, um trabalho de formação. Em seguida, o professor Jorge Inda coloca em prática um sistema de módulos para o ensino de música, desenvolvido por ele mesmo e que pode ser aplicado a qualquer instrumento. “Esse sistema pode servir para estudantes ou para profissionais que pretendem aprimorar sua técnica”, diz.

Os alunos estão contentes com o resultado e, principalmente, admiram a desenvoltura e a experiência do professor. Renato Eraclides Pulz aprendeu a tocar violino no interior, com professores de colônia, mas abandonou o instrumento por mais de 30 anos. Ao saber que na Faculdades EST aconteciam aulas de violino, Renato resolveu retomar os estudos. “Eu tive um progresso que nunca imaginei ter, pois nunca tive um conhecimento clássico da música. Tive a sorte de encontrar, aqui na EST, o professor Jorge Inda”, disse Renato, que retomou o contato com o violino há três anos. Renato ressalta que seu aprendizado foi bastante amplo, também aprendeu sobre história da música, pois passou a frequentar o Curso Técnico em Música da ESEP.

Jordan Placinsch, 23 anos, tem um envolvimento com a música de mais de dez anos, mas tocando violão e guitarra. No início de 2014, ele começou a estudar violino com o prof. Jorge. “Eu resolvi fazer violino a partir da base teórica que eu adquiri aqui”, ressalta Jordan.

 

Uma história de vida

Jorge Alberto Inda Fernández nasceu no Uruguai, em 30 de julho de 1943 e veio para o Brasil aos 23 anos, em meados dos anos sessenta, para ingressar na Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Formado em violino pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS), participou entre os anos de 1975 e 1980, junto com a maestrina Isolde Frank, da criação Orquestra Infanto-Juvenil da UFRGS, como professor de violino e preparador de cordas. Em 1975, publicou seu primeiro trabalho didático-pedagógico “Violino – Técnica da Mão Esquerda: Análise de movimentos em grupos de quatro notas”. Dois anos depois, foi contemplado com a Bolsa Arte para realização do trabalho didático-pedagógico “Violino – Técnica da Mão Esquerda: Estudos de movimentos horizontais (deslocamentos) e de suas relações com Movimentos Verticais”.

Jorge Inda também foi professor de violino da UFRGS e da Sociedade Musical de Caxias do Sul. Foi professor de violino no Projeto Prelúdio, com crianças e adolescentes carentes.

 

A história do violino

O violino é um dos instrumentos musicais mais antigos, surgiu no final do século XVI, como uma evolução dos instrumentos rebecvielle, presentes no fim da Idade Média e início do Renascimento. Mas, outras histórias remontam sua origem ao nefer egípcio. No início, as cordas do violino eram feitas de tripas de carneiro enroladas. No final do século XVII, uma nova técnica usava além da tripa, um fio metálico, o que permitiu uma corda com som mais estável.

O violino é muito importante numa orquestra. Algumas composições populares e mais contemporâneas também já acolhem os sons do violino.

Os violinos mais valiosos do mundo são da família Stradivarius, mas existem poucos modelos deles na atualidade. Eles ganharam fama pelo modo de produção, com a utilização da proporção áurea, que representa um elemento de equilíbrio estético. Muitas partes da estrutura do violino são difíceis de serem feitas por um artesão comum ou carpinteiro, pois exigem um conhecimento profundo. Os luthiers são artesãos especialistas nisto. Até hoje, os melhores violinos ainda são feitos à mão, com muito cuidado em manter a beleza visual do instrumento, o acabamento e a belíssima sonoridade.

A postura é parte fundamental para quem pretende tocar violino, o instrumento deve fazer parte do corpo do musicista, através de uma posição natural. Geralmente quem toca violino deve estar em pé, o peso distribuído nas duas pernas que devem ficar um pouco abertas, tudo isso para estabilizar o corpo. De tal forma que movimentos rápidos do arco não impeçam a facilidade em executar as notas.

Fontes: https://ecleticamusica.wordpress.com/2012/10/01/a-historia-do-violino/

http://www.sonatha.com.br/main.asp?link=noticia&id=4

Jornalista responsável: Mariana Bastian Tramontini


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