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Nem tão Doce Lar é espaço de denúncia e acolhimento


Nem tão Doce Lar é espaço de denúncia e acolhimento

Conte de um a 24 - um, dois, três... Neste curtíssimo espaço de tempo, 24 segundos, uma mulher é agredida no Brasil por seu companheiro ou ex-companheiro. A farmacêutica bioquímica Maria da Penha já integrou estes índices. Em 1983, sofreu duas tentativas de homicídio por parte do marido, o professor Marco Antonio Heredia, que a condenaram a passar o resto da vida em uma cadeira de rodas, além de deixarem outras sequelas. Ela tinha 38 anos.

Com o apoio de organizações internacionais, o caso de Maria da Penha chegou à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA), e foi considerado, pela primeira vez na história, um crime de violência doméstica. O Estado brasileiro foi responsabilizado pela demora no processo de condenação, e instado a tomar medidas para prevenir a violência doméstica - um delito que até então dificilmente se punia com prisão.

Isso levou à aprovação em 2006 da Lei Maria da Penha, que possibilita punições mais duras para os agressores. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a lei é reconhecida pelas Nações Unidas como uma das três melhores legislações no mundo no enfrentamento da violência contra as mulheres.

Nem tão Doce Lar

“Quando vi o facão exposto em cima da cama, lembrei das vezes em que o meu marido passava suavemente um facão no meu braço, ameaçando que se eu fugisse dele, ele me acharia e o toque não seria suave, mas derramaria meu sangue”.

Este é um de muitos relatos ouvidos durante a exposição interativa Nem tão Doce Lar, da Fundação Luterana de Diaconia (FLD), que propõe a discussão sobre a violência doméstica e sua superação. A iniciativa nasceu a partir de uma exposição internacional chamada Rua das Rosas, criada pela antropóloga alemã Una Hombrecher, com o apoio da agência Pão para o Mundo (PPM).

Uma primeira exposição foi promovida Porto Alegre RS/Brasil em 2006, durante a 9ª Assembleia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), sob a coordenação da FLD, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e de um conjunto organizações da sociedade civil.

Já com enfoque brasileiro – o nome Nem Tão Doce Lar faz alusão à citação Lar doce Lar, muito comum em casas brasileiras – a proposta vem crescendo e ganhando interesse. Somente em 2012, a exposição foi recriada em nove cidades, envolvendo 11 organizações, perfazendo 40 dias de exposição, com 1.800 visitantes.

Como funciona?

A mostra reproduz o ambiente de uma casa onde, apesar da ordem aparente, é possível identificar sinais e provas de violência. Junto a facas, panelas, vassouras, livros, cintos etc – utilizados para constranger, machucar e até matar – são expostos cartazes com informações e imagens que denunciam a violência sofrida por mulheres, mas também crianças e jovens e pessoas idosas. A casa pode ser recriada em qualquer espaço e pode servir de ponto de encontro para a realização de oficinas, mostras de vídeos e apresentações teatrais, sempre relacionados ao tema.

“A Nem tão Doce Lar tira a violência doméstica do ambiente privado e a escancara. Ela fala com o público em geral, e não somente com quem atua na área. Este é o seu grande diferencial”, avaliou a assessora de projetos da FLD, Marilu Nörnberg Menezes, responsável pela Nem tão Doce Lar.

A FLD oferece a ideia e a medotologia, e grupos interessados se responsabilizam por montar e promover a mostra. “Atendemos grupos da sociedade civil, órgãos públicos, comunidades religiosas, universidades, em muitos lugares do Brasil, que querem promover a Nem tão Doce Lar. Orientamos todo o processo e monitoramos o desenvolvimento e o desdobramento das atividades.” Uma vez que o tema é extremamente difícil, a FLD promove oficinas de capacitação para os/as acolhedores e acolhedoras que recebem os/as visitantes da casa. “Eles/as precisam estar preparados/as para responder perguntas e para atender situações de emoção, revelações e desabafos”, lembrou a assessora da FLD.

A Nem tão Doce Lar segue ampliando sua atuação. Em 2013, a FLD vai promover um curso de multiplicadoras/es da metodologia, que será oferecido inicialmente para membros dos 18 sínodos da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). O objetivo é capacitar pessoas, em todo o Brasil, para que possam em nome da FLD montar a exposição e acompanhar todo o processo. "Queremos ampliar o potencial de replicabilidade da Nem tão Doce Lar", disse Menezes. O material está sendo traduzido para inglês, para que a mostra possa ser realizada em outros contextos. "Estamos buscando parceiros que queiram apoiar a ida da exposição para países da África - nosso sonho é uma parceria sul-sul."

Saiba mais sobre a exposição interativa em http://www.fld.com.br


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