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Faculdades EST e COMIN destacam a cultura indígena


Faculdades EST e COMIN destacam a cultura indígena

Aconteceu entre os dias 6 e 7, no Auditório Ernesto Schlieper, no Prédio S, da Faculdades EST, o curso de formação sobre Relações de Gênero no Contexto Indígena, uma parceria entre a Faculdades EST e o Conselho de Missão entre Indígenas – COMIN. O evento recebeu cerca de 17 indígenas do Brasil, sendo três indígenas mulheres representantes do Povo Sami, da Suécia, além de representantes da IECLB, da FLD, do Núcleo de Gênero da Faculdades EST e os assessores do COMIN.

A palestrante do curso foi a equatoriana María Margarita De La Torre Saransig, Mestre em Teologia e representante do povo indígena Quéchua, que esteve presente para acompanhar o processo de capacitação dos assessores e assessoras do COMIN. “Aqui compartilhamos minha experiência pessoal, seja sobre o fazer teológico ou sobre o trabalho que realizamos a respeito das questões de gênero com os povos indígenas dos Andes”, disse Margarita.

Segundo Margarita, a intenção do evento foi compartilhar experiências. Ela salientou a profundidade da experiência da espiritualidade do povo guarani. “A relação estreita com a espiritualidade e a confiança que o povo guarani tem em um ser divino para continuarem a vida com seu povo”, chamou a atenção da palestrante. A semelhança com a cultura do povo guarani está na importância da espiritualidade dos povos indígenas e na profundidade desse tema. E por outro lado na luta das mulheres por manter e garantir a vida.

 

A perspectiva do COMIN

Segundo Cledes Markus, responsável pelo programa de formação do COMIN, a cada ano a estrutura do evento é diferenciada. “Às vezes, fazemos um evento aberto e acessível ao público em geral, outras vezes optamos por um evento fechado, pois lida com questões internas e próprias aos assessores e assessoras do COMIN”, como é o caso do evento deste ano, disse ela. Cledes informa que o grupo sentiu necessidade de aprofundar as questões de gênero no contexto indígena, por isso a mobilização para um evento fechado que tratasse esse tema, especificamente. “A ideia de reciprocidade e complementaridade nas relações de gênero no contexto indígena é muito importante”, salientou.

Para Adriana Gastellú Camp, que é representante da Igreja da Suécia, uma das parceiras do COMIN, existem muitas semelhanças entre os indígenas da América Latina e do norte da Europa. “Monitoro os projetos aqui no Brasil e envio os relatórios para a Suécia. Faz muito tempo que falo para meus colegas da Suécia que os índios do nosso país estão muito isolados no norte da Europa, por exemplo, o povo Sami”, salienta Adriana.

“A tendência da terra, o direito à educação bilíngue, o direito de poder se movimentar, afinal o povo Sami é nômade e usa renas, que precisam muito espaço, e os donos das terras não permitem que eles passem”, disse Adriana. Através da Igreja, ela diz que tentam fazer uma ponte para superar esses conflitos, pois muitas terras são de luteranos, membros da igreja. “E o povo Sami também é membro da igreja, por isso precisamos saber lidar com esse conflito”, ressalta. A intenção, segundo Adriana, é aprender para se fortalecer e para trabalhar juntos, conhecer a realidade de povos tão distantes, mas, ao mesmo tempo, tão semelhantes.

 

O povo Sami

A jovem Moa Lango, 26 anos, da comunidade Sami, do norte da Suécia, disse que percebeu muitas semelhanças entre o povo Sami e o povo Guarani, que apresentou algumas características na reunião, como a distância entre o povo indígena e a comunidade tradicional. “Estou muito feliz de estar aqui compartilhando experiências”, ressaltou Moa.

Além disso, Moa enfatizou que muitas questões ligadas à espiritualidade estão morrendo junto com as pessoas mais velhas do povo Sami. “Não há quem garanta a permanência das tradições. Já são poucas pessoas vivendo nas montanhas, na floresta. Nós moramos em casas tradicionais, temos um trabalho, vamos à escola tradicional, frequentamos os hospitais. Ou seja, recorremos à medicina e com isso as referências de cuidados medicinais do povo Sami estão acabando”, disse ela. Para Moa seria importante resgatar esses conhecimentos tradicionais que o povo dela está perdendo e que envolve o cuidado com a natureza, por exemplo.

“O povo Sami vive muito próximo da natureza. Nunca cortamos mais de uma árvore de um mesmo local. Se pescamos, não pegamos mais do que o necessário”, disse Moa, ao salientar que a grande sabedoria do povo Sami é nunca tirar da terra mais do que o necessário.  

Jornalista responsável: Mariana Bastian Tramontini


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