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Em defesa dos Guarani-Kaiowá


Em defesa dos Guarani-Kaiowá

Na tarde de terça-feira, 14, a comunidade Guarani-Kaiowá no tekohá TeyiJusu, município de Caarapó (MS) foi invadida por mais de 70 fazendeiros e pistoleiros que colocaram fogo nos pertences dos indígenas.


Segundo informações divulgadas pelas organizações, igrejas e agências que compõem o PAD e o Fórum Ecumênico Act Brasil (FEACT-Brasil), o líder indígena Cloudione Rodrigues Souza foi assassinado com um tiro na cabeça, disparado por pistoleiros no momento da chegada. Outros cinco indígenas foram feridos gravemente no confronto. Os ataques foram uma reação à retomada que os indígenas fizeram de suas terras. Cansados de esperar por providências, no último domingo, 12, um grupo significativo de indígenas reocupou as terras da fazenda Ivu, que já haviam sido demarcadas pelo Governo Federal, como sendo da etnia Guarani-Kaiowá.


Em defesa dos Guarani-Kaiowá, que enfrentam o que há de mais cruel na luta em defesa de seu direito à terra e à vida, as organizações, igrejas e agências que compõem o PAD e o Fórum Ecumênico Act Brasil (FEACT-Brasil), pedem a intervenção do Ministério da Justiça em defesa da vida e da garantia de direitos dos povos originários deste estado. “Conclamamos todas as organizações e movimentos a se unirem em prol da defesa dos direitos fundamentais dos povos indígenas, principalmente do direito originário as suas terras, garantidos pela Constituição Brasileira e por tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário”, diz o documento enviado pelo PAD e o FEACT-Brasil.


Segundo a Profa. Dra. Cándida Graciela Chamorro Argüello, que estuda a religião e a história do povo guarani, o MS é o estado campeão em violência contra os indígenas. “A forma de ocupação do espaço na região, leia-se monocultura, nas últimas cinco décadas redundou na expulsou desses indígenas e de seus territórios, na tentativa de convertê-los em seres subservientes ao sistema político econômico em que vivemos”, explica. Para Graciela, trabalhos como os do Comin e da Faculdades EST podem combater esta situação, ao dar visibilidade a estes povos indígenas que lutam pela concretização de seus direitos garantidos na constituição de 1988.


“Precisamos ouvir a mensagem destes indígenas. Uma escuta solidária e despertar interesse sincero em um diálogo intercultural e inter-religioso. Já não estamos no tempo de "fazer algo por essa população" mas sim no de apoiar sua própria luta, aliar-se com eles em suas iniciativas justas”, afirma, ao sinalizar a necessidade de dar visibilidade para a causa indígena. Infelizmente, na grande mídia pouco se vê e se ouve sobre essa triste luta. 


O COMIN divulgou um vídeo em sua página do Facebook como manifesto pelo fim da violência crescente contra os povos indígenas e pelo apoio e solidariedade ao povo Guarani-Kaiowá.


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