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Docente da Faculdades EST e ESEP é destaque


Docente da Faculdades EST e ESEP é destaque

Recentemente, a soprano gaúcha Rosimari Oliveira, que leciona canto na ESEP e na Faculdades EST, foi selecionada para interpretar a personagem Despina, na ópera Così Fan Tutte, no 3º Festival de Ópera de San Luís, no México. O Brasil foi representado por Rosi e mais cinco artistas, de Santa Catarina, São Paulo e Natal. Rosi, como é carinhosamente chamada, já havia brilhado no mesmo papel, na montagem apresentada na Orquestra de Câmara Theatro São Pedro, em 2012. Com muita honra, teve a oportunidade de reviver, seis anos mais tarde, a jovem “malandrinha” Despina, um dos pivôs da farsa na qual dois soldados se disfarçam para testar a fidelidade de suas noivas.

A inscrição e a seleção para participar do evento foi realizada de forma online, feita através de entrevistas virtuais e apresentação de vídeos. A seleção aconteceu para três óperas, uma para iniciantes, feita somente no piano; e duas profissionais, Così Fan Tutte, de Mozart, e Carmen, do compositor francês Georges Bizet. Além de ser selecionada para interpretar Despina, Rosi também foi escolhida como cover da intérprete principal de Frasquita, da ópera Carmen. Caso a soprano que foi selecionada não possa se apresentar, tais substitutos são acionados.

Vencida a etapa da seleção, o e a artista ganha a honra de poder participar do curso de 15 dias com professores e professoras de renome, de várias partes do mundo e que trabalham diferentes áreas, como: encenação, técnica vocal, expressão corporal, maquiagem, performance em geral. O resultado desse curso é a participação nas óperas, para aqueles e aquelas que participaram da seleção, mas muitos e muitas apenas realizam os cursos, fazem as aulas e não participam das óperas. “É muita gente, não teria nem papel para todos e todas”, sinaliza Rosi. Dentro do festival também há um concurso de canto para jovens até 32 anos. “São vozes diferentes do mundo todo num concurso de nível muito alto”, salienta.

Rosi afirma que é importante participar de eventos como esse para se manter atualizada, além de trocar conhecimento com profissionais globalizados. Ela destaca a oficina que fez sobre “Yoga da voz”, que ensina técnicas para relaxar a pessoa que é muito ansiosa ou tensa antes de começar a cantar, tudo isso para baixar os batimentos cardíacos e ter um aproveitamento melhor do canto.

“O trabalho com diretores de cena diferentes e que possuem uma vasta experiência internacional é enriquecedor”, diz ela, ao lembrar que a ópera que interpretou teve direção de cena do mesmo diretor de cena das óperas do Teatro Real de Madri.

O desafio que Rosi trouxe para a instituição é o de montar com os e as estudantes de canto trechos da obra Così fan tutte. “Ano passado fizemos trechos de As bodas de Fígaro”, lembra. E diz que opta por Mozart porque suas composições são uma referência, uma espécie de escola para o canto, de linha, de respiração, de sustentação. E, aliado à isso, tem a questão cênica, pois são obras cômicas, que precisam de bastante encenação. “Isso é importante, porque no canto nós somos os instrumentos, nós estamos em contato direto com o nosso público através da nossa voz”, diz.

Rosi conta que essa apresentação no México, embora seja uma ópera de época, o diretor ambientou nos dias atuais, o que trouxe ainda mais movimentação para toda encenação. Segundo ela, é uma tendência as obras exigirem cada vez mais os artistas fisicamente, corporalmente, cenicamente tanto quanto musicalmente. “Nunca foi só a voz, mas antigamente se admitia uma linda voz sem tanta performance no palco”, indica.

A importância de estar sempre buscando novos conhecimentos e aperfeiçoamentos é salutar para a profissional e também para a instituição, logo para os e as estudantes que querem crescer na área do canto. “A imersão, durante 15 dias estudando, cantando, aprendendo com outros colegas, compartilhando conhecimentos renova nosso espírito para continuar trabalhando”, garante. E os projetos de Rosimari não páram. Ela irá participar de concertos de Natal; tem as atividades do seu grupo Alma Única, que é composto por flauta transversa, harpa de concerto, violão, canto e bailarina, um quinteto que faz repertório bastante eclético, desde ópera até chorinho; e, ainda, uma novidade que é o desfile de Natal da cidade de Montenegro, na qual deverá se apresentar.   

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Despina é o personagem mais querido e admirado da ópera Cosi Fan Tutte. “Inegavelmente também é um papel de difícil interpretação”, declarou Rosimari. Sua interpretação nesta ópera cômica e muito divertida pode ser conferida no link

Na foto, a professora Rosimari com o maestro Linus Lerner. 


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