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Cuidados paliativos


Cuidados paliativos

Acontece nesta segunda-feira, 26, às 19h30, no Auditório do Prédio H da Faculdades EST, a palestra “Tudo sobre cuidados paliativos”, com o Pe. Leo Pessini. O evento é aberto ao público em geral e tem uma taxa de inscrição no valor de R$20,00. A palestra é organizada pelo Grupo de Pesquisa Práxis Social da Igreja, vinculado ao Programa de Pós-Graduação da Faculdades EST, coordenado pelo Prof. Dr. Rodolfo Gaede Neto.

O ponto de partida de qualquer projeto de implementação de cuidados paliativos deve compreender o que significa Cuidados Paliativos. E aqui a definição da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 2002 é de fundamental importância: “Cuidados paliativos é uma abordagem que aprimora a qualidade de vida, dos pacientes e famílias que enfrentam problemas associados com doenças ameaçadoras de vida através da prevenção e alívio do sofrimento, por meios de identificação precoce, avaliação correta e tratamento da dor e outros problemas de ordem física, psicossocial e espiritual”.

Segundo Pe. Leo Pessini, a dimensão da espiritualidade é fator de bem-estar, conforto e esperança em situações críticas de vida, principalmente quando se tem que enfrentar o próprio final de vida, ou seja, a própria morte. “A busca de transcendência ou conexão como algo para além e acima de nós mesmos é a maneira básica e simples desta busca espiritual. O maior benefício para alguém que cultiva uma espiritualidade, é a perspectiva de dar um sentido maior, um significado à dura experiência da dor e sofrimento”, diz ele.

Uma das maiores barreiras para a implantação de cuidados paliativos, segundo Pe. Leo Pessini, é a questão cultural de negação e não aceitação da morte como parte de nossa existência. Além disso, ele indica que no Brasil ainda não há muitos profissionais especializados e preparados para trabalhar nesta área, bem como existem, ainda, poucas unidades de cuidados paliativos, ou “hospices” em funcionamento. “Temos esperança de que esta filosofia de cuidados para pacientes na fase final de vida, ou que estejam enfrentando uma doença crônico-degenerativa, tenha uma política nacional ditada a partir do Ministério da Saúde, com sua inserção no sistema SUS”, indica ele.

Mas, para que isso aconteça, ele afirma que é preciso criar uma nova cultura de cuidado. Deixar de lado a ideia que quando a cura não é possível, abandona o paciente à própria sorte, ou então fortalece a prática terapêutica para prolongar o processo de dor e sofrimento. Aqui se instala a prática da distanásia, eticamente nociva à dignidade do ser humano. “Esta obstinação terapêutica trata a morte como se fosse uma doença que tenhamos de encontrar a cura custe o que custar”, afirma Pe. Leo Pessini.

A maioria dos adultos em necessidade de cuidados paliativos tem doenças crônicas tais como doenças cardiovasculares (38.5%), câncer (34%), doenças crônico respiratórias (10.3%); Aids (5.7%); e diabetes (4.6%). Muitas outras condições podem exigir cuidados paliativos, entre outras, insuficiência renal, doença crônica de fígado, esclerose múltipla, doença de Parkinson, artrite reumatoide, demência, doenças neurológicas, anomalias congênitas.  “A dor é o sintoma mais frequente e sério que os pacientes sentem. A utilização de analgésicos opióides é fundamental para o tratamento da dor. Hoje, 80% dos pacientes com AIDS ou câncer e 67% de pacientes com doenças cardiovasculares ou crônico obstrutiva pulmonar, sentirão dor moderada a severa no final de suas vidas”, sinaliza.

Segundo Pe. Leo Pessini, os opióides podem também aliviar outros sintomas físicos estressantes incluindo a falta de ar. “Controlando tais sintomas num estágio inicial é um dever ético de aliviar o sofrimento e respeitar a dignidade das pessoas”, indica. A OMS afirmou que, em 2011, 83% da população que necessitava de cuidados paliativos vivia em países pobres, sem acesso a medicação de tratamento da dor, como os opióides.

 

Biografia

O Pe. Leo Pessini é um apaixonado pelo tema acerca do acompanhamento de pessoas no final da vida e suas famílias. Sua experiência como capelão no Hospital Clínico de São Paulo foi determinante para lhe dar o rumo no campo da pesquisa científica. O catarinense Pe. Leo Pessini é teólogo e um dos mais respeitados bioeticistas do país. É licenciado em Filosofia pela Escola Nossa Senhora da Assunção de São Paulo e em Teologia na Universidade Pontifícia Salesiana, em Roma. Também fez cursos e estudos em Educação Pastoral Clínica e Bioética no St. Lukes’s Medical Center dos Estados Unidos. E possui Doutorado em Teologia Moral com pesquisa sobre a distanásia, que resultou na publicação Distanásia: até quando prolongar a Vida?, pela Editora Loyola, em 2006.

Jornalista responsável: Mariana Bastian Tramontini


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