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Brasil e África do Sul reafirmam propósito de colaboração acadêmica


Brasil e África do Sul reafirmam propósito de colaboração acadêmica

Como resultado da viagem à África do Sul, os professores Rudolf von Sinner e Roberto Zwetsch, acompanhados pelos doutorandos Eneida Jacobsen e Ezequiel de Souza, firmaram convênio de intercâmbio de pesquisa de professores e de estudantes de graduação e pós-graduação entre a Faculdades EST e a Faculdade de Teologia da Universidade de Stellenbosch.

As atividades na África do Sul, que incluíram visita ao township de Kayamandi e ao Cape Point, estiveram inseridas no contexto do simpósio Democracia, Cidadania e Interculturalidade, realizado entre os dias 19 e 23 de março nas cidades de Stellenbosch e Pretória.O encontro reafirmou a parceria entre Brasil e África do Sul, projeto iniciado em 2005 e que conta com recursos substanciais do CNPq, edital Pró-África. A viagem ao continente africano contou ainda com o apoio do PROEX/CAPES.

A vasta relação de temas abordados durante o evento – apartheid, Teologia Negra, cidadania, direitos humanos, pentecostalismo, Teologia Pública -, evidenciou oportunidades para um debate atual, oportuno e relevante, capaz de considerar as semelhanças entre os processos sociais, políticos, econômicos e culturais vividos no Brasil e na África do Sul.

Na avaliação do professor Rudolf, o intercâmbio com a África do Sul está ganhando força e se tornando frutífero para a práxis social e a reflexão teológica nos dois países. “Construímos uma relação de confiança e agora importa aprofundá-la, nos conhecendo melhor e passando por um processo de aprendizagem mútua”, destacou.

Centrado nas histórias, dramas existenciais, políticos e econômicos que afligem os brasileiros e sul-africanos, o professor Roberto enalteceu a importância da construção de um método teológico que prime pela escuta do outro e pela capacidade de diálogo. “Somente assim teremos uma contribuição relevante a dar tanto à sociedade quanto às igrejas”, pontuou.

Em relação àquilo que viu e sentiu ao longo da viagem, Roberto ponderou que ainda hoje o povo negro tem acesso restrito à terra, o que evidencia que mesmo após as lutas por independência e a derrocada do sistema de segregação racial conhecido como apartheid, o colonialismo ainda deixa marcas profundas nas novas sociedades em construção.

Sobre a experiência de conhecerem a realidade da periferia de Stellenbosch, Eneida e Ezequiel disseram que há muito em comum entre a realidade brasileira e sul-africana, apesar do desenvolvimento histórico diverso dos dois países. Os doutorando afirmaram ainda que o diálogo e a convivência com a diversidade sul-africana na universidade deixou evidente a formação multi-étnica daquela nação, com múltiplas línguas e jeitos.

Jornalista Responsável: Micael Vier Behs


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