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Ambiente sustentável


Ambiente sustentável

O Brasil tem uma incidência enorme de raios solares. Esse calor, essencial para a vida, pode ser também aproveitado para gerar energia e contribuir com o consumo ecológico.

A radiação solar abundante e o fato de possuirmos uma das maiores reservas de silício do mundo, faz com que nosso país seja um local privilegiado para o uso da energia fotovoltaica, gerando empregos, retorno em impostos pagos e benefícios para nossa rede elétrica.

Mas o que é a energia fotovoltaica? É a energia elétrica obtida a partir da luz solar. Pode ser produzida mesmo em dias nublados, mas quanto maior a intensidade de luz do sol, maior será a quantidade de eletricidade produzida.

É importante ressaltar que existe diferença entre a energia solar térmica e a energia fotovoltaica. Na energia solar térmica, a energia do sol é transformada em calor e pode ser utilizada para o aquecimento de água em residências, hotéis, clubes. Para isso, são utilizados coletores solares. Na energia fotovoltaica, são utilizados módulos solares, e a energia é diretamente convertida em eletricidade. Esses módulos, normalmente, são constituídos por elementos semicondutores de silício, quando os elétrons desse material semicondutor são postos em movimento, permitindo que uma corrente elétrica flua, basta, então, que esteja conectada a um circuito elétrico fechado ou à rede elétrica. 

O módulo solar fotovoltaico converte a energia da luz do sol em uma energia elétrica confiável, limpa e sem interferências externas. Além de ser uma fonte inesgotável, ela não gera poluição ou qualquer outro resíduo.

O prédio do Instituto de Ética foi pensado para o consumo ecológico, pois além de ter aproveitamento da água da chuva, utiliza aparelhos de ar-condicionado inverter, iluminação LED e, agora, a geração de energia fotovoltaica. “A casa está bem adaptada para o baixo consumo, o que auxiliou no dimensionamento do sistema”, afirma Maximiliano Freitas, engenheiro eletricista e diretor da empresa Alternative Energy, responsável pelo projeto do Instituto de Ética.

São instaladas placas para captação de energia solar, preferencialmente viradas para o norte, porque há maior incidência dos raios solares, com inclinação média de 30 graus. E, através do inversor, que faz essa conexão e transforma a corrente contínua das placas em corrente alternada, necessárias para atender o padrão do Setor Elétrico Brasileiro e permitir a conexão com a rede de distribuição elétrica.

No projeto de energia fotovoltaica através de um inversor é feito um intercâmbio de energia com a rede da AES Sul. A energia que o Instituto produz e não consome é injetada na rede de distribuição e gera crédito na fatura. “A AES Sul substituiu o medidor convencional e instalou um medidor bidimensional, que mede tanto o consumo de energia como a injeção de energia produzida excedente. Ou seja, ele mede o que gera de energia e o que é consumido. O excedente é jogado na rede da AES Sul e gera um crédito que deve ser utilizado em até 36 meses”, informa Maximiliano. “A carga de consumo do Instituto de Ética é baixa, então, certamente haverá um crédito. Na época em que o consumo for maior, a Faculdades EST utiliza esse crédito”. Além disso, esse excedente jogado na rede da AES Sul é utilizado para atender outros clientes, o que auxilia, de modo geral, na redução da geração de energia. “O consumo normal de uma casa fica em torno de 300kwh/mês, o que foi programado para gerar no prédio do Instituto de Ética”, diz Maximiliano. A vida útil das placas é 25 anos e do inversor, 20 anos.

 

Investimento ecológico

O investimento inicial do projeto de energia fotovoltaica fica em torno de R$15 mil. Mas isso vai variar de acordo com o tamanho do sistema, o tamanho da casa e o consumo de energia do local. “Acreditamos que em torno de cinco anos será possível ter um retorno deste investimento”, afirma Dezir Garcia, administrador da Faculdades EST.

“A produção de energia fotovoltaica no prédio do Instituto de Ética não é somente um projeto piloto, mas um projeto referencial para o campus da Faculdades EST. Esse projeto é constitutivo da identidade da instituição. O imperativo da sustentabilidade e da excelência tem abrangência para as ações globais que pensamos. E isso inclui a produção de energia fotovoltaica”, sinalizou o reitor da Faculdades EST, Prof. Dr. Wilhelm Wachholz.

Para o reitor, a missão educadora da Faculdades EST afirma a possibilidade de novos paradigmas que se caracterizam por inovação transformadora e que, nesse caso, evidencia o compromisso cuidador em relação ao meio ambiente. “Localizada numa região central da cidade, a Faculdades EST preserva importante espaço de mata nativa há décadas. Há vinte anos realizou o plantio de árvores frutíferas em seu campus. Agora, a geração inovadora de energia representa mais um marco e que se coloca como desafio de ampliação ao logo dos próximos anos”, sinalizou.

No Brasil, hoje, existem apenas 303 unidades cadastradas junto a ANEEL que fazem uso desse tipo de captação de energia conforme o Banco de Informações de Geração (BIG), da ANEEL, e o estado do Rio Grande do Sul possui apenas 26 instalações de energia fotovoltaica conectadas a rede elétrica.

E em São Leopoldo, este é o primeiro a ser instalado. “Infelizmente, como não há linhas de financiamento do governo, o investimento ainda é muito alto. A previsão é que a partir de 2015, essas oportunidades apareçam. E aos poucos esse tipo de captação de energia vai se tornar bastante comum”, acredita Guilherme Vitola, diretor da empresa Alternative Energy. Segundo ele, o consumidor brasileiro ainda é muito imediatista. “Ele quer o retorno para o outro dia”, indica Guilherme.

Para dar início ao projeto, o primeiro passo é contatar uma empresa especializada, que vai dimensionar a necessidade da rede elétrica e elaborar um projeto de acordo com as normas da AES Sul. Esse passo é importante, pois esse projeto precisa seguir parâmetros da Resolução Normativa 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que dá diretrizes e regulamenta o mercado de energias renováveis no Brasil.

“A AES Sul explica como devem ser feitas as conexões, tipos de conexões, tipos de equipamentos. Por não haver certificação nacional de inversores, a AES Sul aceita inversores com certificação internacional”, informa Erico Spier, engenheiro da AES Sul. Depois disso, a AES Sul analisa o projeto para ver se ele se enquadra nas normas vigentes da empresa. Se estiver tudo certo, o projeto é aprovado, podendo ser colocado em prática. “As adequações podem ser feitas no momento da instalação por parte do projetista da empresa contratada”, diz Erico. Em seguida, o projetista encaminha à AES Sul uma solicitação de vistoria. “Essa vistoria é feita tanto na instalação interna quanto na instalação externa, na parte da medição. É feito um teste chamado ‘anti-ilhamento’. O inversor instalado precisa ter uma proteção chamada ‘anti-ilhamento’. Isso é feito para que, em caso de falta de energia na rede da AES Sul a geração própria também precisa ser interrompida, para segurança das pessoas no local quanto aos eletricistas que trabalham na rede, que precisam fazer algum tipo de serviço por falta de energia. Assim, sabemos que a geração própria da casa não vai estar gerando e injetando energia na rede da AES Sul”, sinaliza Erico.

A instalação do sistema, com o inversor, pode acontecer em clientes já existentes. 

Outro ponto importante é a placa instalada em frente ao local de medição que diz “Cuidado risco de choque elétrico. Geração própria”. Essa placa sinaliza que este é um cliente diferenciado, que possui esse tipo de geração de energia. “É importante ressaltar que, mesmo durante a falta de energia, um apagão, por exemplo, a casa vai ficar sem luz. Essa é a importância do ‘anti-ilhamento’. Pois, caso contrário, se um eletricista fosse resolver o problema da falta de luz, quanto qualquer indivíduo que tivesse acesso a uma parte energizada, poderiam sofrer um acidente, pois o gerador da casa estaria gerando e injetando energia na rede”, diz Erico. 

 

O ideal de ecossustentabilidade

Para o presidente do Conselho de Administração da Faculdades EST, Hilmar Kannenberg a necessidade de se fazer uso dos recursos naturais é urgente. “A Faculdades EST deveria adotar e executar um projeto mais intenso e completo. Transformar o campus da EST em modelo para a cidade”, diz ele.

Para Kannenberg, um projeto ecológico ideal envolve o aquecimento solar da água. “Especialmente nos prédios em que residem alunos”, diz ele. Também seria ideal que houvesse recolhimento da água da chuva para lavar calçadas e regar os jardins. “Assim não haveria falta de água no verão, nem se gastaria energia bombeando água pelos poços artesianos”, acredita. Ele também aposta na energia fotovoltaica para todos os prédios da Faculdades EST. “Poderíamos ter um aproveitamento melhor dos telhados de todos os prédios e tenho certeza de que injetaríamos muita energia na rede da AES Sul”, afirma. A troca de todas as lâmpadas incandescentes por lâmpadas LED também é importante, segundo Kannenberg. “Um andar da biblioteca já fez essa troca. LED não tem mercúrio, não tem reator, não gera raios UV, não causa câncer de pele e, sobretudo, não danifica os livros”, ressalta. Além disso, as lâmpadas LED tem uma durabilidade muito superior, cerca de 50 mil horas e não são afetadas pelo ‘liga e desliga’ dos sensores de presença. As fluorescentes normais tem uma durabilidade de 2600 horas, e essa vida útil é reduzida em 40% devido aos sensores de presença. A energia eólica também estava no ideal de projeto ecológico de Kannenberg. “Depende do mapa de ventos do nosso Estado, mas pode ser viável, e é ecologicamente viável a despeito da torre e do cata-vento”, sinaliza.

“Em setembro, devo entregar o cargo de Presidente do Conselho de Administração. Minha única frustração é não ter conseguido o objetivo de responder ao dever sagrado de proteger o ambiente ou, como diz em Gênesis, de “cuidar e cultivar” o Jardim do Éden”, diz Kannenberg. “Acredito que a ‘descoberta’ do pré-sal jogou o desenvolvimento do Brasil muito para trás na roda da história. Agora tudo volta ao petróleo. Quebra-se o projeto de etanol. Nega-se suporte financeiro às energias alternativas. Com isto, viva a poluição! Queremos moral, proteção ao ambiente, mas continuamos a destruir e a poluir. Pois “não proteger o meio ambiente, é destruir diabolicamente!”, indica ele.

A geração de energia através de painéis fotovoltaicos é utilizada há mais de dez anos na Europa, Estados Unidos e Japão. Em muitos lugares, os painéis são conectados diretamente na rede de energia elétrica, tornando o recurso mais acessível, pois dispensa o uso de baterias para armazenar a energia, o que encarece o processo além de reduzir o índice de aproveitamento.

O Brasil precisa se adequar e facilitar o acesso ao uso das energias naturais. Apenas na última década, o consumo de energia elétrica dobrou no país o que demonstra a necessidade urgente de políticas apropriadas, que facilitem a implantação e captação de sistemas de energia limpa. 

Jornalista responsável: Mariana Bastian Tramontini

Fontes: http://www.alternativenergy.com.br/; http://www.americadosol.org/energia_fotovoltaica/; http://www.ebes.com.br/Energia-Fotovoltaica/Default.aspxhttp://www.ecocasa.com.br/energia-fotovoltaica.asp

 

 

 

 


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